Marlene Freitas
É contadora de tradição, aprendeu ouvindo com a avó brava, muito brava, que não achava graça em nada, deitada em seu cantinho, mas contava histórias; com a mãe doce, assimilava e reproduzia essas histórias tradicionais, que nem sempre são encontradas em livros. Possui uma voz privilegiada e agradece a Deus por isso. Suas dicas preciosas para uma boa voz são comer maça, fazer aquecimento vocal (sempre!), e se você ficar rouco, fazer repouso. Tem uma vasta carreira profissional. É formada em pedagogia e artes cênicas. Seu mestrado em história na área do brincar cujo tema foi “Resto de manhã: análise do brincar na década de 50 a 70 na região do Pontal do Triângulo Mineiro”. Atuou 45 anos em sala de aula, sempre contando histórias. Por nove anos colaborou com a biblioteca comunitária onde assumiu a Hora do Conto contando histórias a todo momento. Trabalhou no ensino médio com professores ministrando cursos em pós e em faculdade. Foi professora do curso de educação artística do Conservatório de Música e também de graduação em Guaiatuba, onde contava e ensinava a contar histórias. Profissionalmente conta histórias com o grupo Poranduba desde 2004. Atualmente é profissional liberal, está trabalhando com consultoria, dá alguns cursos em projetos com faculdades, coordena a Massaroca Casa do Brincar, trabalha como atriz no grupo MECA de teatro, conta histórias em festas de aniversários e outros espaços públicos. O Massaroca virou uma referência, muitos o procuram para fazer estágio e vêm em busca de informações. Cidadã honorária de Ituiutaba, em Minas Gerais, Marlene visita a todos. Está no teatro desde 1980, o qual ajudou a erguer. De professora, contadora, artista até cantar samba em cima de caminhão para tentar melhorar a sociedade, já se propôs. Acredita “na partilha, na generosidade e no amor como os melhores caminhos para a gente ser mais gente”, diz Marlene. Marlene Freitas é diretora do grupo MCB - Massaroca Casa do Brincar; membro do AACEMI - Associação dos Amigos do Conservatório de Música de Ituiutaba; MECA – Movimento Experimental de Cultura; é voluntária na Pastoral da Criança treinando pessoas para brincar com elas no dia da celebração da vida; é membro afetivo da AAHB - Associação dos Amigos das Histórias de Brasília.
















