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João Batista de Andrade
Nome
João Batista de Andrade
Nascimento - Cidade
30/11/1939 - Ituiutaba/MG
Obras
COMO DIRETOR:
2011 - prepara seu 17º longa, "Vila dos Confins", baseado no romance de Mário Palmério
2010 - Piloto da série "Na Sombra da História"
2009 - Travessia
2006 - Veias e Vinhos
2005 - Vlado - 30 anos depois
2004 - Vida de artista
2003 - O Caso Matteucci
2002 - Rua 6, sem número
1999 - O Tronco
1996 - O cego que gritava luz
1992 - Dudu nasceu
1987 - O país dos Tenentes
1985 - Céu aberto
1983 - A próxima vítima
1982 - 1932-1982 A herança das idéias
1980 - O homem que virou suco
1979 - Greve!
1979 - Trabalhadores: presente!
1978 - Wilsinho Galileia
1978 - Doramundo
1977 - Caso Norte
1976 - Buraco da Comadre
1976 - Guitarra contra Viola
1976 - Tribunal Bertha Lutz
1976 - Bóias Frias
1976 - O Jogo do Poder
1975 - Mercúrio no pão de cada dia
1975 - Restos
1974 - A escola de 40 mil ruas
1974 - A batalha dos transportes
1973 - Migrantes
1973 - Ônibus e Pedreira
1972 - Vera Cruz
1971 - Eterna esperança
1970 - Paulicéia fantástica
1969 - Em cada coração um punhal
1969 - Gamal, o delírio do sexo
1968 - Cândido Portinari, um pintor de Brodósqui
1967 - Liberdade de Imprensa
.
COMO ATOR:
1970 - Em cada coração um punhal
1970 - A herança
.
COMO PRODUTOR:
1967 - Mal de Chagas
1968 - Anuska, Manequim e Mulher
1974- Rio Paraiba
1974 - Rio Tietê
2001 - Uma vida em Segredo
2003 - A ilha do terrível rapaterra
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COMO ESCRITOR:
1980 - A Terra do Deus dará ( romance juvenil)
1984 - Perdido no meio da rua (romance escrito em 1964, durante o golpe militar)
1989 - Um Olé em Deus (romance)
1996 - O Povo Fala ( tese de doutoramento na USP)
2001 - O Portal dos Sonhos (romance)
2013 - Confinados (romance)
2013 - Sozitos (infanto-juvenil)
Contato
mubi.com/pt/cast/joao-batista-de-andrade

João Batista de Andrade

Nasceu em Ituiutaba/MG e aos 20 anos de idade migrou para São Paulo. É um diretor e produtor de cinema e televisão, roteirista e escritor brasileiro. Participou do movimento do Cinema Marginal da Boca do Lixo, destacando-se a sua obra "Gamal, O Delírio do Sexo" (1969). Iniciou no cinema ainda estudante (Escola Politécnica da USP) onde formou o Grupo Kuatro, com quem realizou os primeiros filmes. Em 1964, teve de abandonar o curso por causa do golpe militar. Em 1966, dirigiu seu primeiro filme fora do Grupo, o documentário Liberdade de Imprensa. Patrocinado pelo jornal Amanhã, editado pela Une, o filme teve apenas duas exibições fechadas antes de ser proibido pela censura. Em 1968, dirigiu o filme Gamal, o delírio do sexo, obra influenciada pelo movimento underground que rendeu a João Batista a identificação com o movimento do Cinema Marginal. No início dos anos 1970, foi convidado por Fernando Pacheco Jordão e Vladmir Herzog para integrar a equipe da TV Cultura no programa jornalístico Hora de Notícia. Alguns anos mais tarde foi incorporado ao programa Globo Repórter, que nessa altura contava com a paricipação dos cineastas Paulo Gil Soares, Maurice Capovilla, Hermano Penna, Eduardo Coutinho e Walter Lima Júnior. Fora da televisão, João Batista realizou nos anos seguintes quatro filmes de longa-metragem: Doramundo (1977), neste filme, ele inicia uma das principais características de suas próximas obras: a discussão política através do cinema. Por "Doramundo", João Batista foi premiado com o Kikito de melhor filme e melhor diretor no Festival de Gramado de 1978. O homem que virou suco (1981), pelo qual recebeu o Kikito de melhor roteiro; e um dos maiores prêmios do cinema brasileiro, a Medalha de Ouro de Melhor Filme no Festival de Moscou/1981. A próxima vítima (1982-83) causa forte impressão ao desmistificar violentamente a ilusão da abertura democrática e se torna um de seus mais aclamados filmes. Em 1987 ganhou quase todos os prêmios do fest de Brasília, com o polêmico "O país dos tenentes" (com Paulo Autran) com temática ligada ao fim do regime militar; e o prêmio de Melhor Filme no RioCine. "Cinema brasileiro nós fazemos melhor do que os americanos. Mas filmes americanos, isso eles fazem melhor do que nós." - entrevista a Rodrigo Capella, Cineminha O Plano Collor interrompeu sua carreira de forma drástica e o cineasta se auto-exilou no interior brasileiro: 8 anos sem filmar. Voltando à atividade em 1996 com o filme O cego que gritava luz. Em 1999 seu épico "O tronco" (baseado no romance de Bernardo Élis) recebeu o prêmio de Melhor Filme pela Comissão das Comemorações dos 500 anos de Brasil (Festival de Brasília). Em 2005 realizou o documentário de longa metragem "Vlado, trinta anos depois", sobre seu amigo Vladimir Herzog, morto em dependências do Exército em São Paulo em 1975. Em 2008 a Coleção Aplauso publica o roteiro de "Liberdade de Imprensa” Bastante atuante na área de política cultural, foi secretário estadual de Cultura de São Paulo na gestão Geraldo Alckmin (2001/2008), quando criou a Lei da Cultura (ProAc) com editais e incentivos para a produção cultural. Em 2010 foi o grande homenageado do festival latino-americano de cinema (Memorial da América Latina). Sua produtora é a Oeste Filmes. Em 2012 foi nomeado Presidente da Fundação Memorial da América Latina. "É preciso ampliar o acesso, ainda ridículo, do povo brasileiro ao cinema." - entrevista a Rodrigo Capella, Cineminha

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